Pensamento do Dia...

"É legítimo querer que nos amem por quem somos … mas é nossa a responsabilidade de sermos quem somos…fielmente."

terça-feira, 31 de março de 2009

Á Procura do AMOR

"Todos passeavam à procura de um pequeno e ingênuo menino chamado AMOR. AMOR andava sempre pela cidade, sem se preocupar com os outros, com as pessoas que andavam ao seu lado ou a que horas voltaria para casa. AMOR vivia escapando das responsabilidades, tirava muita gente do sério, porque queria sair e se divertir. AMOR nunca andava sozinho, estava sempre bem acompanhado. AMOR sempre foi muito simpático e encantador, falava com todos, mesmo não sabendo no que daria. AMOR sempre reclamava que diziam que ele não prestava, ou que só fazia os outros sofrerem. Existiam pessoas que nunca quiseram conhecer o coitadinho do AMOR.
AMOR sabia que nem sempre levava a alegria a todos, mas ela sabia que ele não era ruim. AMOR se descrevia como aquele cara, mal interpretado que penetra e aniquila corações, um misto de anjo e monstro, de felicidade e sofrimento, que todos sabem que existe, mas que só alguns têm o privilégio de conhecê-lo."
Retirado da Internet

segunda-feira, 30 de março de 2009

Sem Comentários...

Hoje tenho muito pouca vontade de comentar...pois a história, de um modo diferente traduz uma das grandes desilusões que nos deparamos ao longo da vida.
Muitos adultos deveriam ter a coragem, a compaixão e a pureza de muitas crianças. Deveriam reconhecer a amizade, cuidá-la e retribui-la...pelo único motivo de sentir e apreciar o seu verdadeiro significado.
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Um filho pergunta à mãe:
- Mãe, posso ir ao hospital ver meu amigo? Ele está doente! - Claro, mas o que ele tem? O filho, com a cabeça baixa, diz:
-Tumor no cérebro.
A mãe, furiosa, diz: - E queres ir lá para quê? Vê-lo morrer?O filho lhe dá as costas e vai... Horas depois ele volta vermelho de tanto chorar, dizendo:
- Ai mãe, foi tão horrível, ele morreu na minha frente! A mãe, com raiva:
- E agora?! Tá feliz?! Valeu a pena ter visto aquela cena?!
Uma última lágrima cai de seus olhos e, acompanhado de um sorriso, ele diz:
- Muito, pois cheguei a tempo de vê-lo sorrir e dizer: “- EU TINHA CERTEZA QUE VINHAS!“
Moral da história: A amizade não se resume só em horas boas, alegria e festa. Amigo é para todas as horas, boas ou ruins, tristes ou alegres.
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Retirado da internet

domingo, 29 de março de 2009

A tartaruga...

Penso que esta história transmite toda a mensagem. Precisamos cada vez mais perceber, que necessitamos de nos centrar primeiro em nós (e não confundam isto com egoismo)...Deixar de culpar somente os outros, pois em todas as situações também temos a nossa responsabilidade.
Mas também, não nos responsabilizarmos (culparmo-nos) por tudo, pois no momento fizemos o melhor que sabiamos e podiamos.
Quando as nossas escolhas se centram em nós, no que queremos, sem estar dependente do outro, ou sem julgá-los à priori...estaremos mais perto da utopia do que é uma escolha acertada.
"Uma família de tartarugas decidiu sair para um piquenique. As tartarugas, sendo naturalmente lentas, levaram sete anos para prepararem-se para o seu passeio e para procurar um lugar apropriado. .
Durante o segundo ano da viagem encontraram um lugar ideal! Por aproximadamente seis meses limparam a área, desembalaram a cesta de piquenique e terminaram os arranjos. Então descobriram que tinham esquecido o sal. Um piquenique sem sal seria um desastre, todas concordaram. Após uma longa discussão, a tartaruga mais nova foi escolhida para voltar a casa e trazer o sal, pois era a mais rápida das tartarugas. A pequena tartaruga lamentou, chorou, e esperneou. Concordou em ir mas com uma condição: que ninguém comesse até que ela voltasse. A família consentiu e a pequena tartaruga saiu. Três anos se passaram e a pequena tartaruga não tinha voltado. Cinco anos... Seis anos...
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Então, no sétimo ano de sua ausência, a tartaruga mais velha não aguentava mais conter a sua fome. Anunciou que ia comer e começou a desembalar uma sanduíche. Nessa hora, a pequena tartaruga saiu de trás de uma árvore e gritou, Viste! Eu sabia que vocês não iam esperar por mim. Agora que eu não vou mesmo buscar o sal.
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Descontando os exageros da história, na nossa vida as coisas acontecem mais ou menos da mesma forma. Nós desperdiçamos o nosso tempo à espera que as pessoas vivam à altura das nossas expectativas. Ficamos tão preocupados com o que os outros estão a fazer que deixamos de fazer as nossas próprias coisas."
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Retirado da Internet

sábado, 28 de março de 2009

O Amor...

Num outro post foi evidenciado o amor verso medo. Este é diferente...este quer essencialmente referir-se à capacidade que cada um de nós tem de amar o outro. De simplesmente amar as pessoas que passam pelas nossas vidas, mesmo aquelas que de uma maneira dolorosa nos fizeram aprender algo.
Amar cada pessoa, dedicando-lhes a nossa capacidade de amar em pequenos gestos; no toque reconfortante, por vezes apenas das mãos; ou com um generoso e profundo abraço.
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Ao fazermos cada um destes pequenos gestos, vamos plantando pequenas sementes no interior de cada uma dessas pessoas, e por vezes vem a surpresa, pois quando colocamos essa semente numa pessoa que á partida julgávamos não merecer, ou mesmo que achávamos não precisar...os frutos aparecem mais depressa que o esperado, pois provavelmente eram estas quem mais precisavam.
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E então poderá dar-se a multiplicação (pela minha experiência dá-se mesmo)...e mesmo que esse amor não retorne a nós, pela mão dessa pessoa, ela vai espalhá-lo ao seu circulo, e nós vamos atrair mais amor para o voltarmos a poder dar.
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Este amor, não está dependente de como os outros nos irão retribuir....este amor não é dado após satisfeitas determinadas condições...
Este amor que falo, é livre...circula sem limites...e o que o move é a descoberta em cada um de nós, de como é bom amar incondicionalmente.
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E a cada vez que o fazemos conseguimos tocar na alma uns dos outros!
"Certa vez um Travesseiro que de tanto sonhar com o Amor, resolveu fazer uma travessia, carregando um sonho, na maré fria. Decidiu seguir o vento, ouvindo o lamento do mar, numa noite em que só se ouvia o murmurar das ondas e o canto da sereia na lua cheia. - Para onde me levas, perguntou o Travesseiro, às ondas que se erguiam além do mar. - Viajo por todos os mares e trago comigo, além das mensagens toda a bagagem de quem só sabe amar. E tu, por que carregas, com tanto esmero, esses poemas, amigo Travesseiro? - Levo comigo todos os sonhos que um amigo tão distraído deixou-me carregar. São poemas lindos que preciso entregar, antes que esse sonho possa acabar. E o Travesseiro, todo faceiro, os poemas carregou com ele e os entregou a quem dizia amar. - E o que contém os poemas? perguntou o mar ao amigo Travesseiro. - Só contém os desejos de um coração aventureiro que vive somente prá amar... E a travessia o Travesseiro acabou por realizar, o poema foi entregar, antes que o sonho pudesse acabar e esses versos o mar pudesse apagar..."
Débora Benvenuti, retirado da internet

sexta-feira, 27 de março de 2009

A raposa...

A minha primeira reacção depois de ler esta história, foi passar à frente tal foi o impacto que teve sobre mim. Pensei, "que parvoice" e fiquei cheia de pena da raposa.
Mas depois, e uma vez que o meu TPC deste mês é "topar-me", reparei que estava a fugir, da tristeza que a história me provocou e da sua mensagem.
Quantos de nós, não nos deixamos levar pelo ruído ensurdecedor do que os outros nos dizem, deixando crescer em nós a raiz do medo, semeada pela palavra dos outros?!
Estamos muito pouco atentos à nossa intuição, damos-lhe muito pouco valor, muito pouco crédito e não a deixamos evidenciar-se, para nos poder demonstrar, que quase sempre é ela que está certa.
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"Um lenhador acordava todos os dias às 6 horas da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, só parando já noite. Ele tinha um filho lindo de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como animal de estimação e da sua total confiança. Todos os dias, o lenhador — que era viúvo — ia trabalhar e deixava a raposa a cuidar do bebé. Ao anoitecer, a raposa ficava feliz com a sua chegada. Sistematicamente, os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um animal selvagem, e portanto, não era confiável. Quando sentisse fome comeria a criança. O lenhador dizia que isso era uma grande parvoice, pois a raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam: “Lenhador, abra os olhos! A raposa vai comer o seu filho. Quando ela sentir fome vai devorar o seu filho!”
Um dia, o lenhador, exausto do trabalho e cansado desses comentários, chegou a casa e viu a raposa sorrindo como sempre, com a boca totalmente ensanguentada. O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, deu uma machadada na cabeça da raposa. A raposinha morreu instantaneamente.
Desesperado, entrou a correr no quarto. Encontrou o seu filho no berço, dormindo tranquilamente, e ao lado do berço, uma enorme cobra morta."

quinta-feira, 26 de março de 2009

Certezas e Dúvidas

Entre as dúvidas e as certezas, vou começar pelas certezas porque as dúvidas são muitas.
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Na nossa vida procuramos sempre as certezas, e quando inicialmente despertamos espiritualmente, pensamos que é ali que as vamos encontrar. A dificuldade do inicio é exactamente essa, encontrarmos poucas certezas. Na espiritualidade encontramos uma nova maneira de olhar para a vida, como diz o "pensamento do dia", um "...olhar sem medo para as muitas respostas a uma mesma pergunta".
E é aqui que começam as dúvidas...e talvez algumas sejam substituidas por outras. Mas aos poucos vamos percebendo e aceitando que estas serão constantes ao longo do nosso caminho.
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Teremos dúvidas se seremos capazes de o percorrer...teremos dúvidas se estamos a perceber bem os sinais da vida....teremos dúvidas no nosso relacionamento com os outros....teremos dúvidas se escolhemos o caminho certo, quando a vida nos obrigou a decidir...teremos dúvidas se estaremos a percorre-lo da maneira certa....teremos dúvidas...dúvidas e mais dúvidas...
Não se esqueçam também, que tudo está dependente do nosso livre arbitrio, e uma certeza hoje poderá ser uma dúvida amanhã, dependendo das escolhas a cada instante, o que não ajuda muito.
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A nossa certeza está dependente da nossa essência, do que bem lá no fundo queremos, sem medos, sem culpa, raiva ou ressentimento, ou mesmo sem a dependência do outro.
A certeza não está no que os outros dizem ou fazem, ou acham que deviamos fazer...pois um mesmo problema poderá ter diferentes soluções igualmente certas, que dependem apenas do EU que o resolve...
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Talvez estejam a perguntar agora...apesar disto tudo onde estão as nossas verdades?! Eu poderei apenas dizer que quando tenho dúvidas olho para dentro, onde estão todas as respostas...e olho para cima, onde tento entregar as dúvidas, porque sei que só eles me podem ajudar a encontrar dentro de mim as respostas.
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E a única certeza que tenho, é que este é o caminho!
"Buda estava reunido com seus discípulos certa manhã, quando um homem se aproximou:
- Existe Deus? - perguntou.
- Existe - respondeu Buda.
Depois do almoço, aproximou-se outro homem.
- Existe Deus? - quis saber.
- Não, não existe - disse Buda. No final da tarde, um terceiro homem fez a mesma pergunta:
- Existe Deus?
- Você terá que descobrir - respondeu Buda. Assim que o homem foi embora, um discípulo comentou, revoltado: - Mestre, que absurdo! Como o Senhor dá respostas diferentes para a mesma pergunta? - Porque são pessoas diferentes, e cada um chegará à resposta pelo seu próprio caminho. O primeiro acreditará na minha palavra. O segundo fará tudo para provar que estou errado. E o terceiro só acredita naquilo que é capaz de provar por si mesmo."

quarta-feira, 25 de março de 2009

Tristeza...

Este é o grande desafio de todos nós, vivê-la, parar tudo e senti-la. Como todas as emoções a tristeza (no seu sentido puro e profundo) não é fácil de descrever...apenas sente-se!
Uma das minhas mais recentes "descobertas" é poder sentir apenas essa tristeza pura, sem outras emoções a perturbá-la...sem a raiva, a culpa, a impotência...nada, só tristeza. É uma tristeza tão profunda, tão nobre que só pode vir bem lá do fundo da alma, onde estão todas as nossas memórias.
No entanto é uma dor, uma dor tão funda que dói no peito e ás vezes parece ser acompanhada por uma saudade, uma falta, de não sei bem o quê...mas de algo muito bom...algo que podemos encontrar bem lá em cima.
Esta tristeza não tem causa perceptivel...mas faz parte de mim, faz parte das minhas experiências...para que um dia possa sentir uma felicidade proporcional a tamanha dor.
"Um dia um homem foi até Deus, um velho fazendeiro, e disse: "Olhe, você pode ser Deus e pode ter criado o mundo, mas devo dizer-lhe uma coisa: você não é um fazendeiro. Você nem sabe o básico sobre fazendas. Deus disse: "Qual o seu conselho?" O fazendeiro respondeu: Dê-me um ano, deixe-me fazer as coisas do meu jeito e você verá o que vai acontecer. Não haverá mais pobreza! "Deus estava disposto a tentar e deu um ano ao fazendeiro. Naturalmente, este pediu apenas o melhor, só pensou no melhor: sem trovões, sem fortes ventanias, sem perigos para as plantações. Tudo era muito confortável, acolhedor, e ele estava muito feliz.
O trigo estava crescendo muito!
Quando ele queria sol, havia sol. Quando ele queria chuva, havia chuva, e tanta chuva quanto ele achasse necessário. Nesse ano tudo esteve correcto, matematicamente correcto. Mas, quando foi feita a colheita, não havia grãos de trigo dentro. O fazendeiro ficou surpreso e perguntou a Deus o que havia acontecido, o que havia saído errado. Deus disse:
"Como não houve dificuldades nem conflitos, nenhum atrito, como você evitou tudo aquilo que podia ser ruim, o trigo se tornou impotente. É necessário que haja alguma dificuldade. As tempestades, os trovões, os raios, todos eles são necessários. Eles fazem com que a alma do trigo se mobilize.
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"Se você está apenas feliz, feliz e feliz, a felicidade irá perder todo o seu sentido. Será como alguém que escreve com giz branco sobre uma parede branca. Ninguém será capaz de ler o que foi escrito. É preciso escrever num quadro-negro para que as coisas se tornem claras. A noite é tão necessária quanto o dia. E os dias de tristeza são tão essenciais quanto os de alegria. Chamo isso de compreensão. Uma vez que você tenha entendido isso, pode relaxar: nesse relaxamento estará a entrega. Você dirá: "Seja feita a vossa vontade." Você dirá: "Faça o que achar mais correcto. Se hoje forem necessárias nuvens, que venham nuvens. Não me ouça, minha compreensão é limitada. O que sei sobre a vida e seus segredos? Não me ouça! Continue agindo de acordo com a sua vontade. "Então, lentamente, quanto mais você perceber o ritmo da vida, o ritmo da dualidade, o ritmo da polaridade, mais irá parar de pedir, de escolher. Esse é o segredo. Viva com este segredo e veja a beleza. Viva com este segredo e subitamente você será surpreendido: como é grande a bênção da vida! Quanto é despejado sobre si a cada momento!"
. in Tarot da Transformação de Osho - Retirado do blog Mil Caminhos

terça-feira, 24 de março de 2009

As Potencialidades...

Eu diria que este tema é talvez uns dos mais dificeis de trabalhar. Porque é um assunto que ocorre sobretudo interiormente, do qual falamos muito pouco com os outros, e sobre o qual se consegue gerar uma guerra interior muito grande.
Não sei se por causa do contexto social onde estamos inseridos ou pelos valores que nos são transmitidos, e tirando algumas excepções, somos muitos os que se sobestimam, os que achamos que não somos capazes de "tais coisas", e também os que somos sobestimados e somos afectados com isso.
No entanto muitos de nós, apenas por medo, não se atrevem nem a tentar, ou se falharam uma vez, não se dão o direito de errar e tentar novamente.
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O facto é que realmente somos todos muito diferentes, e muitas vezes não conseguimos fazer o que os outros fazem, mas conseguimos chegar ao mesmo objectivo da nossa maneira.
Todos temos diversas potencialidades, dons, caracteristicas unicas que nos tornam diferentes dos outros, mas com a mesma capacidade de conctretização.
Cabe-nos a nós começarmos a descobrir essas capacidades, dar atenção ao nosso SER para perceber afinal o que somos...cabe-nos a nós adorarmos a nossa unicidade e não fugir dela, ou achar que é uma desvantagem, porque vamos precisar dela para percorrermos o caminho, mais depressa ou mais devagar, melhor ou pior, mas de acordo com as nossas capacidades, com a nossa essência.
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Bom caminho para todos!
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Havia um rei muito caprichoso que tinha uma filha muito bonita e bondosa. Queria casá-la, embora pusesse uma condição absurda. Estabeleceu que seria escolhido o homem que fosse capaz de fazer voar um falcão, que há muito tempo estava pousado num ramo de uma árvore, e ninguém, absolutamente ninguém, até ao momento tinha conseguido fazê-lo. Várias personagens apareceram no palácio e com diferentes manhas tentaram que o pássaro voasse, no entanto, ninguém o conseguiu fazer.
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Conta-se que uma manhã o rei se levantou e viu o falcão a voar pelo seu jardim. A sua filha já tinha pretendente, e quando o mandou chamar perguntou-lhe como tinha feito semelhante milagre. Quando estava diante do camponês disse-lhe:- Tu fizeste voar o falcão? Como é que fizeste? És mágico? Entre feliz e intimidado o homenzinho só explicou:
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- Não foi difícil sua Alteza, só cortei o ramo da árvore, e então o falcão percebeu que tinha asas e simplesmente começou a voar. Reflexão: Ninguém sabe do que é capaz, até que o tente...
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Retirado da internet

segunda-feira, 23 de março de 2009

O Despertar...

Esta pequena história zen realça algo que já tive a oportunidade de comentar neste blog, as diferenças e as semelhanças, nas religiões.
Talvez devemos começar a perceber que as guerras entre religiões não se justificam, são apenas diferentes interpretações para o objectivo final, que é comum, o despertar espiritual.
Olhemos então com amor para as almas que seguem por outros caminhos, mesmo aquelas que fazem actos incompreensiveis em nome das religiões, pois esses seres perderam-se no caminho.
"Amitabha, o Buda primordial, cujo único desejo é ajudar todos os seres vivos, um dia considerou que era necessário a manifestação de uma divindade com a aparência de um jovem. Amitabha emitiu um raio de luz branca que tomou a forma de Tchènrezi.
Tchènrezi cresceu e prometeu ajudar Amitabha a beneficiar todos os seres vivos e fez uma promessa a si próprio “enquanto houver um único ser que não tenha atingido o despertar, trabalharei para o bem de todos. E se não cumprir esta promessa, que a minha cabeça e o meu corpo se partam em mil pedaços!"
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Durante milhões de anos, Tchèrezi trabalhou sem parar. Um dia pensou que já tinha liberto numerosos seres, mas infelizmente ainda havia inúmeros seres presos no samsara. Muito triste por isso, desanimou "Não tenho a capacidade de socorrer os seres; vale mais que descanse no Nirvana". Com este pensamento contrariou sua promessa. O seu corpo quebrou-se em mil pedaços e Tchèrezi conheceu um intenso sofrimento. Mas pelo poder de sua graça, Amitabha voltou a recompor o corpo de Tchènrezi. Deu-lhe onze rostos, mil braços e mil olhos.
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Tchènrezi poderia a partir de então, ajudar os seres sob esta forma. Amitabha pediu a Tchènrezi que retomasse a sua promessa e este assim fez ainda com ainda mais vigor e força do que antes."
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Retirado da internet

domingo, 22 de março de 2009

Perfeito

Esta para mim, é uma grande lição de vida. Não quero com ela ferir susceptibilidades, pois apesar de estar expressa por 'Deus' considerem-no qualquer Deus ou mesmo a energia universal (o universo).
Para mim, o mais importante a reter, é a espectacular capacidade de coordenação que este 'Deus' tem, e principalmente a necessidade de confiar neste plano superior já desenhado para nós, não esquecendo com isso que algumas coisas são mutáveis, devido ao nosso livre arbitrio...no entanto tudo o que tivermos de passar (trabalhar), de uma ou de outra maneira virá até nós.
E será principalmente nesses momentos dificeis que teremos de confiar, que esse é o plano para que mais tarde possamos colher os seus frutos, e perceber o porquê de as coisas serem desse modo.
Nos momentos mais dificeis, não esqueçam...caminhem com convicção, pois "Tudo o que Deus faz é perfeito".
"Há muito tempo, num Reino distante, havia um Rei que não acreditava na bondade de Deus. Tinha, porém, um súdito que sempre lhe lembrava dessa verdade. Em todas situações dizia:
' Meu Rei, não desanime, porque Tudo que Deus faz é Perfeito. Ele Nunca erra!
'Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente com seu súdito, e uma fera da floresta atacou o Rei. O súdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que sua Majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita. O Rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter a sua vida salva pelos esforços de seu servo, perguntou a este:
'E agora, o que você me diz? Deus é bom?
Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo.
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'O servo respondeu:'- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que Deus é bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para seu bem! Tudo que Deus faz é Perfeito. Ele Nunca erra!!!
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O Rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que fosse preso na cela mais escura e mais fétida do calabouço. Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu ele ser atacado, desta vez por uma tribo de índios que vivia na selva. Estes índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos para os seus deuses.
Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de júbilo,o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto, e o Rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vítima, observou furioso:
- 'Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso! Falta-lhe um dedo! E o Rei foi libertado.
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Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou o seu súdito e pediu que viesse à sua presença. Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente dizendo-lhe:
'- Meu Caro, Deus foi realmente bom comigo! Você já deve estar a saber que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas ainda tenho no meu coração uma grande dúvida: Se Deus é tão bom, porque permitiu que você fosse preso da maneira como foi? Logo você, que tanto o defendeu!?
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'O servo sorriu e disse:'- Meu Rei, se eu estivesse junto contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar,pois não me falta dedo algum!"
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Retirado da Internet

sábado, 21 de março de 2009

A Verdade e a Parábola

Adorei esta história quando a encontrei na internet. Explica muito bem o motivo pelo qual dei este formato (até agora, pois depende sempre do que encontro) ao blog.
Existem muitos assuntos aos quais as pessoas viram as costas, não querem ver e não percebem que por mais que fujam essa verdade irá sempre com elas, só estão a adiar o inevitável.
Mas cada um evolui à medida que pode, e é muito importante respeitar isso.
No entanto as parábolas são uma maneira engraçada e simples de chamar a atenção das pessoas para algumas verdades, de um modo subtil, estas pequenas histórias plantam dentro de cada um que as lê, a semente da consciência...percebendo a aplicação de cada um dos exemplos ás suas vidas.
Pelo menos assim o espero...
"Um dia, a Verdade andava a visitar os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua como o seu nome. E todos que a viam, viravam-lhe as costas, de medo ou de vergonha, e ninguém lhe dava as boas vindas. Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, rejeitada e desprezada. Uma tarde, muito desconsolada e triste, a Verdade encontrou a Parábola, que passeava alegremente, num traje muito belo e colorido. - Verdade, por que estás tão abatida? - perguntou a Parábola. - Porque sou tão velha e feia que os homens me evitam - replicou a Verdade. - Que disparate - riu a Parábola. - Não é por isso que os homens te evitam. Toma, veste uma das minhas roupas e vê o que acontece. Então, a Verdade pôs uma das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda parte onde passava, era bem-vinda.
Pois a verdade é que os homens não gostam de encarar a Verdade nua...Eles preferem-na disfarçada."
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Retirado da internet

sexta-feira, 20 de março de 2009

Olhando para o interior...

Dedicado a todas as pessoas que ainda procuram fora de si, a verdade, a felicidade, a resposta aos seus problemas. Quando percebemos que todas estas coisas estão no nosso interior...a busca continua...o percurso continua a ser dificil e longo...mas mudamos completamente o nosso foco, olhamos mais para dentro e para cima...mas uma coisa que adquirimos para o caminho é olhar a vida de uma nova maneira, percebendo todos os dias "um" brilho à nossa volta.
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“Desculpe-me, disse um peixe a outro. - você está mais velho e com mais experiência do que eu, e provavelmente poderá ajudar-me. Diga-me: onde posso encontrar o que chamam Oceano? Eu tenho-o procurado por toda parte, sem resultado.‘O Oceano’, respondeu o velho peixe - é onde você está justamente agora. Isto? Mas se isto nada mais é do que água... O que eu procuro é o Oceano, replicou o jovem peixe, totalmente decepcionado, enquanto continuava nadando para procurá-lo em outra parte”. Não se trata de sair para buscar Deus, mas dar-se conta de que Ele já está dentro. Santo Agostinho diz: “Não vás para fora: a Verdade habita em teu interior.
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Retirado da Internet

Sândalo...

Originário da Ásia tropical (especialmente da Índia), é uma arvorezinha que atinge nove metros de altura, com tronco cinzento-acastanhado, ramos lisos e finos e flores rosa-púrpureas. Antes dos trinta anos de vida, as plantas ainda não estão aptas à produção de óleo de madeira de Sândalo.
É usado em rituais como aromatizante ( incenso ) para alcançar a harmonia espiritual.
Indicação: Bolhas, cistite, descongestionante linfático, eczema seco, ferimentos, garganta irritada, inflamação, pele seca e tosse seca.
Propriedades: Afrodisíaca, antiespasmódica, diurética, relaxante e tônica.
Curiosidades: Para os hindus é uma árvore sagrada. O sândalo é planta parasita de outras árvores e bastante resistente ao ataque de insetos. Por isso que os hindus só constroem seus templos com essa madeira.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Sementes de Sésamo...

As sementes de sésamo, também chamadas de gergelim, são usadas para fazer um creme para barrar, o tahini. São também utilizadas para polvilhar saladas.
Têm uma grande riqueza de gorduras insaturadas (cerca de 50%), o que as torna particularmente benéficas para a prevenção das doenças cardiovasculares e diminuição do colesterol. Existem dois tipos principais de sementes de sésamo: as brancas e as pretas.
As primeiras são utilizadas na medicina tradicional chinesa para lubrificar o coração, o fígado, os rins, o pâncreas e os pulmões, e ajudam também a tratar a prisão de ventre. As segundas têm propriedades semelhantes, mas um pouco mais fracas. A sua riqueza em vitamina E (que é uma vitamina lipossolúvel e sensível ao calor), também as torna de grande interesse nutricional.
Uma colher de sopa de sementes de sésamo fornece cerca de 15% das necessidades diárias de cálcio, tornando estas sementes de numa fonte de potencial importância para os vegetarianos. São ainda ricas em proteínas, ferro, niacina, magnésio e ácido fólico. Uma dose de 50 g de sementes de sésamo tem a quantidade diária de ácido fólico necessária à alimentação da mulher. Estas sementes podem ser utilizadas cruas ou torradas, para enfeitar saladas, como podem ser adicionadas aos cereais, ou misturadas na massa de bolos ou pão.
Tradicionalmente são utilizadas no Médio Oriente para fazer um creme para barrar, com uma textura semelhante à manteiga de amendoim. O creme chama-se tahini, ou tahina, e é constituído essencialmente por sementes de sésamo torradas e posteriormente moídas. Esta pasta pode ser usada só por si para barrar no pão, em bolachas, ou em bolos. Pode ainda ser usada para dar sabor a outros pratos e pastas.
Adicionada ao grão-de-bico transforma-se num puré chamado hummus.
Valor nutricional de 100 g:
  • 598 calorias
  • 20 g de proteínas
  • 7 g de gorduras saturadas
  • 21 g de gorduras monoinsaturadas
  • 24 g de gorduras polinsaturadas
  • 7,9 g de fibra
  • 670 mg de cálcio

Retirado de Centro Vegetariano

Paz interior

"Perto de Tóquio vivia um grande samurai idoso que agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário. Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo, e aumentar sua fama. Todos os estudantes se manifestaram contra a ideia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direcção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se. Desapontados pelo fato de que o mestre aceitar tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: - Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós? - Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos. - O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre - Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. A sua paz interior, depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma, só se você permitir... "
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Retirado da internet

quarta-feira, 18 de março de 2009

As diferenças...

Esta é uma daquelas lições que tenho tentado, e tentado aprender. É uma daquelas questões interiores que demora muito tempo a trabalhar, mas passo a passo vamos seguindo pelo caminho certo. Começamos com pequenas coisas que estão ao nosso alcançe, para irmos mudando as nossas mentalidades e para podermos assimilar estas novas perspectivas que chegam à nossa vida.
O caminho é longo, mas à medida que vamos fazendo algumas conquistas, a próxima tentativa está potenciada, pois a energia da conquista anterior, aumenta a fé nas nossas capacidades, e aumenta a probablidade de uma nova conquista.
"Um samurai, conhecido por todos pela sua nobreza e honestidade, veio visitar um monge Zen em busca de conselhos. Entretanto, assim que entrou no templo onde o mestre rezava, sentiu-se inferior, e concluiu que, apesar de toda a sua vida ter lutado por justiça e paz, não tinha sequer chegado perto ao estado de graça do homem que tinha à sua frente.
- Por que razão me estou a sentir tão inferior a si? Já enfrentei a morte muitas vezes, defendi os mais fracos, sei que não tenho nada do que me envergonhar. Entretanto, ao vê-lo meditar, senti que a minha vida não tem a menor importância.- Espere. Assim que eu tiver atendido todos os que me procurarem hoje, eu dou-te a resposta. Durante o resto do dia o samurai ficou sentado no jardim do templo, a olhar para as pessoas que entraram e saíram à procura de conselhos. Viu como o monge atendia a todos com a mesma paciência e com o mesmo sorriso luminoso no seu rosto. Mas o seu estado de ânimo ficava cada vez pior, pois tinha nascido para agir, não para esperar. De noite, quando todos já tinham partido, ele insistiu:
- Agora podes-me ensinar? O mestre pediu que entrasse, e conduziu-o até o seu quarto.
A lua cheia brilhava no céu, e todo o ambiente inspirava uma profunda tranquilidade.
- Estás a ver esta lua, como ela é linda? Ela vai cruzar todo o firmamento, e amanhã o sol tornará de novo a brilhar. Só que a luz do sol é muito mais forte, e consegue mostrar os detalhes da paisagem que temos à nossa frente: árvores, montanhas, nuvens. Tenho contemplado os dois durante anos, e nunca escutei a lua a dizer: por que não tenho o mesmo brilho do sol? Será que sou inferior a ele?
- Claro que não - respondeu o samurai. - Lua e sol são coisas diferentes, e cada um tem sua própria beleza. Não podemos comparar os dois.
- Então, tu sabes a resposta. Somos duas pessoas diferentes, cada qual a lutar à sua maneira por aquilo que acredita, e a fazer o possível para tornar este mundo melhor; o resto são apenas aparências."
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Retirado da internet

Goji

As Goji berries são umas bagas vermelhas provenientes do Noroeste da China e do Tibete. São vendidas no seu estado seco, ainda cruas, porque são desidratadas ao sol ou a temperaturas inferiores a 40ºC. São saborosíssimas e podem ser comidas directamente do pacote ou adicionadas a cereais de pequeno-almoço, saladas de frutas, batidos, como se tratasse de qualquer outra fruta seca. Embora sejam uma novidade na cozinha Ocidental, os chineses têm conhecimento dos poderes especiais desta baga desde há milhares de anos. Das cerca de 8000 ervas e alimentos que fazem parte da Medicina Tradicional Chinesa, as Goji berries são consideradas a erva-alimento nº1. Estão no topo da tabela. As Goji berries contribuem para uma vida alegre, energética e saudável. Saborosas, fáceis de incorporar no dia-a-dia e tão concentradas em nutrientes, não admira que estas pequenas bagas sejam um fenómeno extraordinário de sucesso por todo o mundo.
Informação nutricional
As Goji berries são provavelmente a fruta mais rica em nutrientes que existe no planeta. São uma fonte de proteína completa. Contêm 18 aminoácidos diferentes, entre os quais estão os 8 essenciais ao corpo humano. Contêm até 21 minerais, entre os quais: zinco, ferro, cobre, cálcio, selénio e fósforo. As Goji berries contêm também vitaminas B1, B2, B6 e vitamina E.
E também polissacarídeos, que fortificam o sistema imunitário, sendo que este é um dos elementos responsáveis pelo seu extraordinário efeito anti-envelhecimento.
  • Contém o espectro completo de carotenóides antioxidantes, incluindo Beta-caroteno (maior concentração que a cenoura) e zeaxantina (protetor dos olhos). O GOJI é a maior fonte de carotenóides conhecida.
  • Contém 2500 mg de vitamina C por 100 gramas da fruta.
  • Contém Beta-Sisterol, fito-nutriente com função anti-inflamatória, que ajuda também equilibrar os níveis de colesterol e pode ser usado no tratamento de impotência sexual e equilíbrio da próstata.
  • Contém ácidos graxos essenciais, que são necessários para síntese de hormonas e regula o funcionamento do cérebro e sistema nervoso.
  • Contém Cyperone, um fito-nutriente que traz benefícios ao coração e à pressão sanguínea.
  • Contém Physalin, fito-nutriente usado nos transtornos da hepatite B.
  • Contém Betaina, fito-nutriente usado pelo fígado para produzir colina. A betaina promove grupos metil com reações energéticas no corpo, ajuda a reduzir o nível de homocisteína, um fator de risco em problemas cardíacos, protege a célula em nível de DNA.
Usos tradicionais
Na Medicina Tradicional Chinesa, as Goji berries têm sido consideradas como um alimento da mais alta qualidade para promover a longevidade, dar força e estimular a potência sexual. O famoso Li Qing Yuen, que popularizou o Ginseng na cultura chinesa e que aparentemente viveu até à madura idade de 252 anos (!!!) (1678-1930), consumia Goji berries diariamente. A vida de Li Qing Yuen é o caso mais bem documentado de longevidade extrema.
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Benefícios e possíveis efeitos medicinais
Muitos estudos publicados nos últimos anos, principalmente na China, reportam possíveis efeitos medicinais das Goji berries, especialmente devido às suas propriedades anti-oxidantes, incluindo potenciais benefícios contra doenças cardio-vasculares e inflamatórias, problemas de visão, do sistema neurológico e imunitário. Também se lhe atribuem propriedades anti-cancerígenas. É uma fruta anti-envelhecimento por excelência, aumentando os níveis de energia, ajudando no processo digestivo e na perda de peso - por ser tão concentrada, basta comer pouca quantidade para se sentir saciado e bem nutrido. Os aminoácidos presentes nestas pequenas bagas estimulam o funcionamento de células brancas até 300%, tornando muito difícil que quem as consome fique constipado ou com gripe. Uma das mais recentes descobertas acerca dos benefícios das Goji berries é a sua capacidade de melhorar os níveis de insulina nos diabéticos. As Goji berries têm ainda a propriedade de o fazer rir e sorrir durante o dia todo. Por isso há quem lhes chame de happy berry ou smiling berry.
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Como usar
Directamente do pacote, em misturas com outras frutas secas e/ou frescas, em batidos, mueslis, chás (excelente para melhorar o sabor de alguns chás medicinais, mitigando o sabor adstringente ou amargo que muitas plantas têm). Também podem ser demolhadas e rehidratadas em água. Esta água é excelente para hidratar o corpo e pode ser usada como base para qualquer receita culinária.
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Dosagem: quantidade razoável – 15 a 45 gramas diárias, ou seja, cerca de uma mão-cheia.
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terça-feira, 17 de março de 2009

Amor e Medo

Resolvi escolher esta história para falar do amor. Pode até parecer um pouco estranho pois seria mais adequada num outro tema. Mas eu queria mesmo era escrever sobre o amor, salientando o seu principal oposto o medo.
Pelo medo vivemos uma vida cheia de restrições, cheia de ponderações, vivemos uma vida a achar que isso é tudo o que podemos ter...que temos de nos defender dos outros, que temos que ser mais espertos que os outros, e até que se não estamos bem os outros também não merecem estar. Tudo isto é fruto único e exclusivo do MEDO.
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Quando a semente do amor se planta em nós...amor pelo que temos agora, amor por já termos vivido coisas lindas e amor ás pessoas que participaram nelas, mesmo que posterior a isso nos tenham causado dor; amor a todas as pessoas que partilham o nosso presente e que podemos ajudar ou que nos podem dar uma ajuda...percebemos a grandiosidade, a abundância que dá significado ao sentimento AMOR.
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E ao experimentar-mos ambos os sentimentos, porque só assim podemos dar o devido valor, percebemos que se ultrapassar-mos o medo (não fugindo, indo ao seu encontro), poderemos sentir em vez dele amor. Percebemos que a vida é uma constante escolha entre o MEDO e o AMOR.
"Conta uma lenda que Deus convidou um homem para conhecer o CÉU e o INFERNO. Foram primeiro ao inferno. Ao abrirem uma porta, o homem viu uma sala em cujo centro havia um caldeirão de substanciosa sopa e à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher, porém de cabo muito comprido, que lhes possibilitava alcançar o caldeirão mas não permitia que colocassem a sopa na própria boca. O sofrimento era grande.
Em seguida, Deus levou o homem para conhecer o céu. Entraram numa sala idêntica à primeira: havia o mesmo caldeirão, as pessoas em volta e as colheres de cabo comprido. A diferença é que todos estavam saciados. Não havia fome, nem sofrimento.
Eu não compreendo - disse o homem a Deus - por que aqui as pessoas estão felizes enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual? Deus sorriu e respondeu: -Você não percebeu? É porque aqui eles aprenderam a dar comidas uns aos outros." Autor desconhecido - História retirada da internet

segunda-feira, 16 de março de 2009

Kundalini

Kundalini é o poder do desejo puro dentro de nós, é a energia de nossa alma, de nossa consciência. Kundalini é a nossa emanação do infinito, a energia do cosmos dentro de cada um de nós.
Com a nossa energia criativa, ela pode ser imaginada como uma serpente enroscada adormecida na base de nossa coluna. Uma energia adormecida dentro de nós que se desperta, expande a nossa consciência. Kundalini é a potencialidade de que todos nós somos capazes. E quando nós despertamos a nossa Kundalini, nós nos tornamos conscientes das nossas capacidades criativas, de nossa finitude diante do infinito.
A kundalini torna possível a nós, seres humanos como identidades finitas, relacionarmos-nos com as nossas identidades infinitas. E nós tornamos isto possível quando o nosso sistema glandular é activado e o nosso sistema nervoso forte e estes são combinados para se criar um movimento ou fluxo no flúido espinhal e uma sensitividade nas terminações nervosas. Nestas condições, o cérebro recebe os sinais e os integra.
Como resultado, toda nossa percepção se expande numa tremenda claridade. Percebemos os efeitos e os impactos de uma acção antes dela acontecer. Adquirimos o poder da escolha de agir ou não. A consciência dá-nos esta escolha e a escolha dá-nos liberdade. Quando conseguimos um fluxo constante da Kundalini, é como se estivessemos-nos despertando de um longo sono, deixamos de viver numa realidade imaginária e tornamos-nos comprometidos com os nossos propósitos e metas aproveitando muito mais os prazeres da vida.
O nosso sistema foi construído para a suportar o despertar da energia Kundalini, resta nos saber se a estamos a usar em toda a extensão da sua potencialidade. O fluxo da Kundalini é liberto a partir do Chakra do umbigo e sobe até o chakra coroa acima do topo da cabeça; aí a energia começa a descer passando pelos chakras até a base de nossa coluna. Depois de alcançar o chakra raíz, ela volta para o centro do umbigo. A ascensão da energia é o caminho para a libertação. É chegar à percepção de que a realidade de Deus está dentro de cada um de nós. A ascensão da Kundalini é o desenroscar da consciência Deus, o testemunho da realidade do poder ilimitado que é a essência de nossas almas. A descida da kundalini é o caminho da manifestação. Os chakras abrem-se nesta descida. E assim que os chakras se abrem, a nossa essência é consolidada no nosso caracter, os nossos dons são integrados nos nossos comportamentos e acções.
Os nossos talentos tornam-se uma parte prática nas nossas vidas. O que referimos como manifestação aqui são as "vibrações" que é uma tradução aproximada do termo sânscrito Chaitanya.
Chaitanya (vibrações) é a força integrada de nosso ser fisiológico, mental, emocional e religioso." Portanto a descida da energia Kundalini simboliza esse despertar do nosso potencial e traz-nos a consciência de Deus para todas as nossas actividades cotidianas. A iluminação, ou auto-realização é conquistada quando o ciclo de ascenção e descida, se completa. Auto-realização é o nosso primeiro encontro com a Realidade. O despertar da Grande Mãe dentro de nós, que a partir de então, irá cuidar de nós, dando-nos toda a proteção que precisamos. A kundalini cura-nos, melhora-nos e permite todas as bençãos.
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Retirado da internet

domingo, 15 de março de 2009

A função da estrela

O post de hoje é um pouco grande, mas acreditem que vale a pena... "As estrelinhas do céu resolveram, certa vez, deixar as alturas que vivem. Deixariam o céu e viriam todas para a Terra.
- Vamos para a Terra! Vamos para a Terra! - Gritavam, com alegria, as estrelinhas do céu.
- Na Terra há mares, há rios e há florestas! Na Terra há frutos, há flores e há perfumes. Vamos todas para a Terra!
As estrelinhas falaram ao Anjo da Serena Compaixão.Esse Anjo da Serena Compaixão é que vigia e comanda, por ordem de Deus, todos os astros luminosos do céu.O Anjo da Serena Compaixão sabia que as estrelas, que parecem, lá longe no céu, tão pequeninas, são grandes, imensas. E foi, por isso, falar a Deus, o Senhor da Eterna Bondade.- Deus Poderoso – disse, muito humilde, o anjo:
– as estrelinhas do céu querem ir a Terra. Mas elas são pesadas, enormes e cheias de calor. A Terra não poderia conter as constelações que povoam o céu.
Deus, o Senhor do Mundo, sorriu bondoso e respondeu:- Ora, tudo é muito simples. Eu permitirei que as estrelinhas desçam do céu e passem a viver na Terra.
Sim, irão para a Terra. Mas elas descerão do céu e permanecerão, assim, pequeninas, como aparecem lá das alturas; pequeninas e bem pequeninas. E sempre pequeninas e brilhantes permanecerão na Terra.
E todas as estrelas, por ordem de Deus, desceram do céu e vieram para a Terra. Houve, nesse dia, ao cair da noite, uma chuva maravilhosa de estrelas. Uma chuva de estrelas! No céu ficaram o Sol, a Lua e um cometa rabugento, de cauda comprida, que não quis descer. Mas as estrelinhas desceram.D esceram e encheram a Terra. Espalharam-se por toda parte. Pelos campos, pelas praias, pelas estradas e pelos jardins.
Havia estrelinhas brancas, azuis, verdes, roxas e amarelas. Havia até (vejam só!) uma estrela furta-cores! Que beleza! Algumas ficaram bem quietinhas, a cintilar, no alto das torres; vieram outras pousar nas fontes, nos repuxos, ou saltitar entre as flores e iluminar os bosques.As mais pequeninas, brincalhonas, apostavam corrida com o vaga-lume: outras iam devagarinho assustar os sapos que dormiam tranquilos entre as pedras junto das lagoas. Que alegria para as crianças! Que alegria!
Mas no fim de poucos dias as estrelinhas começaram a fugir da Terra, aos grupos, aos bandos. Deixavam a Terra e voltavam para o céu. Voltavam a brilhar lá em cima, para além das nuvens, para além da Lua.
O Anjo da Serena Compaixão ao ver que as estrelinhas voltavam, interrogou-as:
- Por que vocês voltaram?
A primeira estrela respondeu:- Senhor! Vi tanta maldade na Terra que fiquei triste. Muito triste. E resolvi voltar para o céu.- E você? - Perguntou, ainda o Anjo, a uma terceira estrela. - E você? Por que voltou? – Senhor – respondeu a estrelinha – na Terra, durante os três dias que lá passei, vi homens ricos sem piedade; vi enfermos abandonados; velhos sem lar, que vivem famintos, na miséria. Vi crianças andrajosas que mendigam pão pelas ruas. Tudo isso encheu de mágoa o meu coração. Resolvi voltar. Voltar para o céu. Uma estrelinha amarela, do Cruzeiro, seguida de outras três (que eram suas irmãs) voltava também.
O anjo da serena compaixão perguntou-lhe:- Que viu você na Terra, estrelinha amarela? Por que voltou? Respondeu, cheia de funda mágoa, a estrelinha amarela do Cruzeiro:- Senhor, vi na Terra homens sem fé que não crêem em Deus! Sofri, com isso, um profundo abalo. Que tristeza! Homens ateus, sem fé, que não acreditam em Deus! Deixei a Terra e resolvi voltar para o céu.
E assim todas as estrelinhas, por terem visto maldades na Terra, voltaram para o céu. E cada uma, ao chegar, ia muito quietinha, retomar o seu antigo lugar no meio das constelações. O anjo da serena compaixão achou que devia contá-las. E contou-as, uma a uma! – Um, dois, três, quatro, cinco...E nessa conta, uma a uma, foi até vinte mil e seis:- Vinte mil e seis!Estranhou o Anjo aquela conta. Estranhou e disse:- O que é isso? Essa conta não está certa. Desceram vinte mil e sete estrelinhas, e só voltaram vinte mil e seis! Está faltando uma! Falta uma estrelinha! – Sim, sim – confirmou uma estrelinha azul que estava perto. - Falta uma estrelinha. Houve uma companheira que não quis voltar. Resolveu ficar, para sempre, entre os homens.Indagou o Anjo:
-Que estrela foi essa? Qual foi a estrela que não voltou?A estrela azul, falando muito baixinho, respondeu:- Escuta, anjo da serena compaixão. Escuta!
Foi a Estrela Verde da Esperança, nossa boa amiga e companheira. Foi essa, a estrela verde da esperança, a única que não voltou...Ficou...A estrela verde da esperança!
É por isso, que os homens, todos os homens, nos momentos mais tristes da vida, nos momentos de perigo, de dor ou de aflição, nunca perdem a esperança...É que a estrelinha da esperança, nossa boa amiga, deixou o céu e veio viver na Terra e vive, para sempre, no coração dos homens."
Felix Zamenhof

sábado, 14 de março de 2009

O Ser..

Hoje não tenho uma história para colocar, como já vos habituei. Mas hoje quero contar o que aprendi. E escrevo aprendi porque apesar de o saber só hoje senti, a importância de Ser. Muitas vezes pelos nossos medos, ou pelo que achamos que os outros querem, começamos a desenvolver uma personagem que não somos nós, alguém com que convivemos bastante tempo das nossas vidas e que é apenas a imagem que construimos de nós próprios. Quando começamos a superar esses medos, quando percebemos que o que os outros esperam de nós não nos importa, pois temos de estar de acordo com a nossa essência, descobrimos alguém, que apesar de reconhecermos não identificáva-mos como sendo Nós!
E quando começamos este caminho, aprendemos o quão maravilhoso e gratificante é apenas SER, aprendemos o que é viver com todos os sentidos activos, sentir a vida, sentir as pessoas que estão à nossa volta...colocando todo o nosso SER no momento presente.

sexta-feira, 13 de março de 2009

A águia....

Hoje, que me desculpem mas este post é dedicado a mim e aos meus companheiros nessa viagem. Não que já tenhamos feito a mudança, mas pelo menos já temos a consciência que ela tem de ser feita. Alguns de nós já decidiram que vão fazê-la, outros já escolheram o local, e outros são aqueles, em que já me posso incluir, que começaram lentamente a bater com o bico na parede. Bravos são aqueles que já arracaram muitas das suas penas e esperam que elas cresçam!
Todo o processo é bastante doloroso...quer seja em acabar com o antigo, quer em esperar que o novo apareça, é necessário tempo, determinação e muita paciência.
Um beijo enorme a todos aqueles que participararam, e principalmente aqueles que continuam lá, a participar e apoiar nas etapas deste meu caminho.
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"A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos. Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos, ela tem de tomar uma séria e dificil decisão. Aos 40 anos ela está com as unhas compridas e flexiveis, já não consegue agarrar as suas presas, das quais se alimenta; o bico alongado e pontiagudo curva-se, apontando contra o peito; as suas asas estão envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar torna-se muito dificil.
Então, a águia só tem duas alternativas: morrer ou enfrentar um doloroso processo de renovação que irá durar 150 dias. Este processo consiste em voar para o alto de uma montanha e recolher-se num ninho próximo a um paredão, onde ela não necessite de voar.
Após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico numa parede até conseguir arrancá-lo. Depois, espera até nascer outro bico, com o qual vai arrancar as suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas e só depois de cinco meses é que sai para o famoso voo de renovação e para então viver mais 30 anos.
Na nossa vida, muitas vezes temos de nos resguardar por algum tempo e começar um longo processo de renovação. Para que continuemos a voar em voo de vitória, devemos desprender-nos de ideias, lembranças, conceitos e de outras tradições que nos causaram dor.
Somente livres do peso do passado é que poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz. Somente livres do peso do passado é que poderemos abrir-nos para as novas aventuras que nos levarão à vida que viemos á terra viver."
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Autor desconhecido in "A era da Liberdade" - Alexandra Solnado

quinta-feira, 12 de março de 2009

O monde e o escorpião - Respeito

Este post fala sobre a coisa que me parece ser o mais dificil na sociedade de hoje.
Penso que este problema incide sobre dois factores: o primeiro começa pelo respeito por nós próprios, ninguem que não se respeite, conseguirá respeitar o outro; o segundo é perceber que todos somos diferentes enquanto seres, e enquanto almas, e que temos formas unicas de agir que são como uma marca da nossa autenticidade.
Estes dois factores estão directamente relacionados, sendo que muitas pessoas não se respeitam em prol da opinião dos outros, e ao não se respeitarem não saberão respeitar-los, formando assim um ciclo interminável que nos leva aos dias de hoje.
Se começarmos aos poucos a perceber que é essencial nos centrar-mos em nós, peceber quem somos e agir de acordo com isso, deixando a antiga forma de agir, onde o nosso ser estava influnenciado pelas atitudes dos outros, ou então quando queriamos mudar o outro, talvez começemos a olhar de forma diferente á nossa volta, percebendo que as pessoas são o que são, e aceitando-as tal.
Quando conseguirmos atingir tal objectivo faremos lado a lado a viagem, partilhando o que de base nos une e tirando partido das nossas diferenças.
"Um monge e os seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam sobre uma ponte, viram um escorpião arrastado pela água. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e apanhou o animal com a mão. Quando o trazia para fora, o escorpião picou-o e, devido à dor, o monge deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem apanhou um ramo de uma árvore e voltando a entrar na água, recolheu o escorpião de novo e salvou-o. De novo o monge juntou-se aos discípulos que se encontravam na estrada a assistir à cena perplexos e pesarosos. "Mestre, deve estar a doer-lhe muito! Porque salvou esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia a sua compaixão!" O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu: "Ele agiu de acordo com a sua natureza, e eu de acordo com a minha." Este conto faz-nos reflectir sobre a forma de melhor compreendermos e aceitarmos as pessoas com que nos relacionamos. Não podemos e nem temos o direito de mudar o outro, mas podemos melhorar as nossas próprias reacções e atitudes, sabendo que cada um dá o que tem e o que pode. Devemos fazer a nossa parte com muito amor e respeito pelo próximo."

quarta-feira, 11 de março de 2009

História Hindu!

São duas as coisas que quero dizer antes de lerem o post de hoje.
Uma delas é acerca das religiões, todas elas são partes de um todo, são interpretações que cada parte da população do planeta faz de uma mensagem comum. Esta interpretação é necessária pois alguns irão identificar-se com a mensagem através de uma religião. Se a interpretação fosse só uma, a mensagem comum iria chegar a muito menos pessoas. Outra maneira de passar a mensagem é a espiritualidade, pessoas que não se identificam com nenhuma religião, ou que se identificam com partes dela mas necessitam de algo que a complemente. O importante é ter a consciência que qualquer delas é parte de um todo, sendo assim nenhuma é mais válida do que outra. Outra coisa que queria realçar é o facto de no dia a dia nós termos demasiada tendência a observar partes e dai tirarmos logo as conclusões. É muito importante ter consciência que se tivermos a humildade de conhecer outras partes, ou pelo menos ter consciência que existem outras partes, como uma outra face de uma mesma moeda, estaremos certamente mais perto da verdade.
"Numa cidade da Índia viviam sete sábios cegos. Como os seus conselhos eram sempre excelentes, todas as pessoas que tinham problemas recorriam à sua ajuda. Embora fossem amigos, havia uma certa rivalidade entre eles que, de vez em quando, discutiam sobre qual seria o mais sábio. Certa noite, depois de muito conversarem acerca da verdade da vida e não chegarem a um acordo, o sétimo sábio ficou tão aborrecido que resolveu ir morar sozinho numa caverna da montanha. Disse aos companheiros: - Somos cegos para que possamos ouvir e entender melhor que as outras pessoas a verdade da vida. E, em vez de aconselhar os necessitados, vocês ficam aí discutindo como se quisessem ganhar uma competição. Não aguento mais! Vou-me embora.
No dia seguinte, chegou à cidade um comerciante montado num enorme elefante. Os cegos nunca tinham tocado nesse animal e correram para a rua ao encontro dele. O primeiro sábio apalpou a barriga do animal e declarou: - Trata-se de um ser gigantesco e muito forte! Posso tocar nos seus músculos e eles não se movem; parecem paredes... - Que palermice! - disse o segundo sábio, tocando nas presas do elefante. - Este animal é pontiagudo como uma lança, uma arma de guerra... - Ambos se enganam - retorquiu o terceiro sábio, que apertava a tromba do elefante. - Este animal é idêntico a uma serpente! Mas não morde, porque não tem dentes na boca. É uma cobra mansa e macia... - Vocês estão totalmente alucinados! - gritou o quinto sábio, que mexia nas orelhas do elefante. - Este animal não se parece com nenhum outro. Os seus movimentos são bamboleantes, como se o seu corpo fosse uma enorme cortina ambulante... - Vejam só! - Todos vocês, mas todos mesmos, estão completamente errados! - irritou-se o sexto sábio, tocando a pequena cauda do elefante. - Este animal é como uma rocha com uma corda presa no corpo. Posso até pendurar-me nele. E assim ficaram horas debatendo, aos gritos, os seis sábios. Até que o sétimo sábio cego, o que agora habitava a montanha, apareceu conduzido por uma criança. .
Ouvindo a discussão, pediu ao menino que desenhasse no chão a figura do elefante. Quando tacteou os contornos do desenho, percebeu que todos os sábios estavam certos e enganados ao mesmo tempo. Agradeceu ao menino e afirmou: - É assim que os homens se comportam perante a verdade. Pegam apenas numa parte, pensam que é o todo, e continuam tolos!"

terça-feira, 10 de março de 2009

A borboleta....

Qual é a verdadeira essência da ajuda?
Se perguntarmos a maioria das pessoas responderá que ajuda por que o outro precisa, pois acreditam verdadeiramente nisso....no entanto se elas próprias colocarem consciência no seu acto, perceberão que muitas vezes tendem a ajudar baseadas na reacção do outro, ou seja de quanto o outro irá agradecer, mas principalmente no sentimento que elas próprias experimentam quando a sua ajuda é reconhecida.
Então e o que acontece quando essa pessoa não é reconhecida? Experimenta a decepção, e muitas vezes nem percebe que a ajuda que deu não era o que a outra pessoa precisava, simplesmente porque a capacidade de resolver problemas não é exterior a nenhum individuo, só o próprio poderá superar os obstáculos que se colocam no seu caminho.
"Certo dia uma pequena abertura apareceu num casulo. Um homem sentou-se e observou a borboleta durante várias horas, vendo como ela se esforçava para fazer com que o seu pequeno corpo passasse através daquela fenda. Num determinado momento pareceu que ela tinha parado de fazer qualquer progresso. Parecia que tinha ido o mais longe que podia e não conseguia fazer mais nada para sair do casulo.
Então, o homem decidiu ajudar a borboleta; pegou numa tesoura e cortou o que restava do casulo. A borboleta saiu facilmente, mas o seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observar a borboleta porque esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abririam e esticariam para serem capazes de voar, de suportar o corpo. Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.
O que o homem, na sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura, era o modo com que Deus fazia que o fluído do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estivesse pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos na nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não seríamos tão fortes como poderíamos ter sido e nunca poderíamos voar."

segunda-feira, 9 de março de 2009

Ping - Uma rã à procura de um novo lago

O blog de hoje é especial. Ontem deparei-me com o livro, que li em algumas horas, que achei genial e que gostaria muito de partilhar com todos. O livro chama-se "Ping - uma rã à procura de um novo lago", e não foge ao sistema de histórias que tenho implementado neste blog, pois é uma parábola sobre uma "rã que enfrenta uma longa e penosa jornada em busca de um novo lago, uma vez que aquele onde passou toda a sua vida está a secar. Na sua demanda, cruza-se com um mocho sábio e experiente, que aos poucos se converte no seu mentor e ajuda a transpor os óbstáculos que vão surgindo e a desvendar o significado que estes têm na vida da rã.". Espero que se o lerem gostem (mesmo que seja só o excerto) e sintam tanto quanto eu, o tanto que se pode aprender com palavras e situações tão simples como as propostas no livro.
(...) "Ali, numa árvore gigante retorcida, no meio dos ramos protectores, embrenhado na sombra mais profunda, espreitava um par de olhos brilhantes, amarelos e arregalados.
Ping olhou melhor e ficou aliviada. Não sabia muito, mas era capaz de identificar um mocho quando o via.
- O meu caminho está bloqueado. São árvores que me mantêm aqui em baixo - Ping falou atabalhoadamente, na retranca,
- As árvores que te mantêm em baixo são as árvores, que me elevam alto. Não são as mesmas árvores? - redargiu o Mocho.
- E que importância tem isso? - Indagou Ping, parecendo um pouco agastada. - Elas impedem-me de prosseguir o meu caminho.
- Se o caminho que percorres não tiver obstáculos, não te leva a lado nenhum.
Ping não teve como responder aquilo.
- Como estás cega ao caminho - entoou o mocho. - O caminho não é um trilho; é a paisagem da alma que o universo enche com o seu sopro. Ele existe dentro e fora de ti. Abre-te a ele, e o universo elevar-te-à sempre, não te manterá em baixo. Tudo o mais é esforço inglório.
Interessante, pensou Ping. Não se podia negar que este Mocho era uma ave velha e inteligente. Seria óptimo se o mocho a pudesse ajudar.
- Consegues ver dai para onde tenho de ir? - perguntou Ping.
Um abanar de cabeça do mocho - A fim de veres para onde tens de ir, só precisas de entrar em ti mesmo, eliminar a confusão da tua mente para que ela possa escutar os aguilhões do teu próprio coração.
«Saberes realmente quem és e como desejas ser é o tipo de visão que até os cegos possuem».
- Davam-me jeito uns olhos como os teus - referiu Ping. - Podias ajudar-me?
- Tens de ser tu a encontrar o teu próprio caminho - respondeu o mocho.
(...) Excerto de "Ping - Uma rã à procura de um novo lago" de Stuart Avery Gold, Editorial Presença

domingo, 8 de março de 2009

Marcas na Vida...

Era uma vez um míudo que tinha uma personalidade muito explosiva. Um dia recebeu um saco cheio de pregos e uma placa de madeira. O pai disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com alguém.
No primeiro dia o garoto colocou 37 pregos na tábua. Já nos dias seguintes, enquanto ele ia aprendendo a controlar a sua raiva, o número de pregos martelados por dia foi diminuindo gradualmente. Ele descobriu que dava menos trabalho controlar a sua raiva do que ter que ir todos os dias pregar diversos pregos na placa de madeira...
Finalmente chegou um dia em que o garoto não perdeu a paciência em altura nenhuma. Ele falou com o seu pai sobre o seu sucesso e sobre como se estava a sentir melhor em não explodir com os outros e o pai sugeriu que ele retirasse todos os pregos da tábua e que a trouxesse para ele. O garoto então trouxe a placa de madeira, já sem os pregos, e entregou-a ao pai.
Ele disse: "Estás de parabéns, filho, mas olha para os buracos que os pregos deixaram na tábua...ela nunca mais será como antes". Quando dizes coisas estando com raiva, as palavras deixam marcas como essas. Pode enfiar uma faca em alguém e depois retirá-la. Não importa quantas vezes peças desculpas, a cicatriz continuará lá. Pois, uma agressão verbal é tão má como uma agressão física.

sábado, 7 de março de 2009

Morte Lenta...

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajecto, quem não muda as marcas no supermercado, não arrisca vestir uma cor nova, não conversa com quem não conhece. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projecto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar." Neruda

sexta-feira, 6 de março de 2009

A importância de ouvir....

Contam que certa vez, duas moscas caíram num copo de leite. A primeira era forte e valente. Assim, logo ao cair, nadou até a borda do copo. Mas como a superfície era muito lisa e ela tinha as suas asas molhadas, não conseguiu sair. Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou, parou de nadar e afundou-se. A sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte, era tenaz. Continuou a debater-se, a debater-se e a debater-se por tanto tempo, que, aos poucos o leite ao seu redor, com toda aquela agitação, foi se transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a mosca tenaz conseguiu, com muito esforço, subir e dali voar para algum lugar seguro. Durante anos, ouvi esta primeira parte da história como elogio à persistência, que, sem dúvida, é uma hábito que nos leva ao sucesso, no entanto... Tempos depois, a mosca tenaz, por descuido ou acidente, novamente caiu num copo, desta vez, um copo de água. Como já havia aprendido na sua experiência anterior, começou a debater-se, na esperança de que, no devido tempo, se salvaria. Uma outra mosca, que passava por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na ponta do copo e gritou: "Está uma palhinha ali, nade até lá e suba por ela" A mosca tenaz não lhe deu ouvidos, baseando-se na sua experiência anterior de sucesso, continuou a debater-se e a debater-se, até que, exausta, afundou-se no copo cheio de água. Quantos de nós, baseados em experiências anteriores, deixamos de notar as mudanças no ambiente e ficamos em esforço para alcançar os resultados esperados, até que nos afundamos na nossa própria falta de visão? Fazemos isso quando não conseguimos ouvir aquilo que diz quem está de fora da situação ou até mesmo o nosso próprio instinto. (in Eduardo Reis Torgal)