Pensamento do Dia...

"É legítimo querer que nos amem por quem somos … mas é nossa a responsabilidade de sermos quem somos…fielmente."

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A alma e o Perdão!!


Era uma vez, em tempo nenhum, uma Pequena Alma que disse... a Deus:
- Eu sei quem sou!

E Deus disse: 
- Que bom! Quem és tu?

E a Pequena Alma gritou: 
- Eu sou Luz!

E Deus sorriu. – É isso mesmo! – exclamou Deus. – Tu és Luz!

A Pequena Alma ficou muito contente, porque tinha descoberto aquilo que todas as almas do Reino deveriam descobrir. – Uauu, isto é mesmo bom! – disse a Pequena Alma. Mas, passado pouco tempo, saber quem era já não lhe chegava. A pequena Alma sentia-se agitada por dentro, e agora queria ser quem era. Então foi ter com Deus ( o que não é má idéia para qualquer alma que queira ser Quem Realmente É ) e disse:
- Olá Deus! Agora que sei Quem Sou, posso sê-lo?

E Deus disse:
- Quer dizer que queres ser Quem já És?

- Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e outra coisa é sê-lo mesmo. Quero sentir como é ser a Luz! – respondeu a pequena Alma.

- Mas tu já és Luz – repetiu Deus, sorrindo outra vez.

- Sim, mas quero senti-lo! – gritou a Pequena Alma.

- Bem, acho que já era de esperar. Tu sempre foste aventureira – disse Deus com uma risada. Depois a sua expressão mudou. – Há só uma coisa…

- O quê? – perguntou a Pequena Alma.

- Bem, não há nada para além da Luz. Porque eu não criei nada para além daquilo que tu és; por isso, não vai ser fácil experimentares-te como Quem És, porque não há nada que tu não sejas.

- Hã? – disse a Pequena Alma, que já estava um pouco confusa.

- Pensa assim: tu és como uma vela ao Sol. Estás lá sem dúvida. Tu e mais milhões, ziliões de outras velas que constituem o Sol. E o Sol não seria o Sol sem vocês. ‘Não seria um sol sem uma das suas velas… e isso não seria de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E no entanto, como podes conhecer-te como a Luz quando estás no meio da Luz – eis a questão’.

- Bem, tu és Deus. Pensa em alguma coisa! – disse a Pequena Alma mais animada. Deus sorriu novamente.

- Já pensei. Já que não podes ver-te como a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te de escuridão – disse Deus.

- O que é a escuridão? perguntou a Pequena Alma.

- É aquilo que tu não és – replicou Deus.

- Eu vou ter medo do escuro? – choramingou a Pequena Alma.

- Só se o escolheres. Na verdade não há nada de que devas ter medo, a não ser que assim o decidas. Porque estamos a inventar tudo. Estamos a fingir.

- Ah! – disse a Pequena Alma, sentindo-se logo melhor.

Depois Deus explicou que, para se experimentar o que quer que seja, tem de aparecer exactamente o oposto.

- É uma grande dádiva, porque sem ela não poderíamos saber como nada é – disse Deus – Não poderíamos conhecer o Quente sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem o Lento. Não poderíamos conhecer a Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o Agora sem o Depois. E por isso, – continuou Deus – quando estiveres rodeada de escuridão, não levantes o punho nem a voz para amaldiçoar a escuridão. ‘Sê antes uma Luz na escuridão, e não fiques furiosa com ela. Então saberás Quem Realmente És, e os outros também o saberão. Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos saibam como és especial!’

- Então posso deixar que os outros vejam que sou especial? – perguntou a Pequena Alma.

- Claro! – Deus riu-se. – Claro que podes! Mas lembra-te de que ‘especial’ não quer dizer ‘melhor’! Todos são especiais, cada qual à sua maneira! Só que muitos esqueceram-se disso. Esses apenas vão ver que podem ser especiais quando tu vires que podes ser especial!

- Uau – disse a Pequena Alma, dançando e saltando e rindo e pulando. – Posso ser tão especial quanto quiser!

- Sim, e podes começar agora mesmo – disse Deus, também dançando e saltando e rindo e pulando juntamente com a Alma

- Que parte de especial é que queres ser? – Que parte de especial? – repetiu a Pequena Alma. – Não estou a perceber.

- Bem, – explicou Deus – ser a Luz é ser especial, e ser especial tem muitas partes. É especial ser bondoso. É especial ser delicado. É especial ser criativo. É especial ser paciente. Conheces alguma outra maneira de ser especial?

A Pequena Alma ficou em silêncio por um momento. – Conheço imensas maneiras de ser especial! – exclamou a Pequena Alma – É especial ser prestável. É especial ser generoso. É especial ser simpático. É especial ser atencioso com os outros.

- Sim! – concordou Deus – E tu podes ser todas essas coisas, ou qualquer parte de especial que queiras ser, em qualquer momento. É isso que significa ser a Luz.

- Eu sei o que quero ser, eu sei o que quero ser! – proclamou a Pequena Alma com grande entusiasmo. – Quero ser a parte de especial chamada ‘perdão’. Não é ser especial alguém que perdoa?

- Ah, sim, isso é muito especial, assegurou Deus à Pequena Alma.

- Está bem. É isso que eu quero ser. Quero ser alguém que perdoa. Quero experimentar-me assim – disse a Pequena Alma.

- Bom, mas há uma coisa que devias saber – disse Deus.

A Pequena Alma já começava a ficar um bocadinho impaciente. Parecia haver sempre alguma complicação.

- O que é? – suspirou a Pequena Alma.

- Não há ninguém a quem perdoar.

- Ninguém? A Pequena Alma nem queria acreditar no que tinha ouvido.

- Ninguém! – repetiu Deus. Tudo o que Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha à tua volta. Foi então que a Pequena Alma reparou na multidão que se tinha aproximado. Outras almas tinham vindo de todos os lados – de todo o Reino – porque tinham ouvido dizer que a Pequena Alma estava a ter uma conversa extraordinária com Deus, e todas queriam ouvir o que eles estavam a dizer. Olhando para todas as outras almas ali reunidas, a Pequena Alma teve de concordar. Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou menos perfeita do que ela. Eram de tal forma maravilhosas, e a Luz de cada uma brilhava tanto, que a Pequena Alma mal podia olhar para elas.

- Então, perdoar quem? – perguntou Deus.

- Bem, isto não vai ter piada nenhuma! – resmungou a Pequena Alma – Eu queria experimentar-me como Aquela que Perdoa. Queria saber como é ser essa parte de especial.

E a Pequena Alma aprendeu o que é sentir-se triste. Mas, nesse instante, uma Alma Amiga destacou-se da multidão e disse:

- Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te – disse a Alma Amiga.

- Vais? – a Pequena Alma animou-se. – Mas o que é que tu podes fazer?

- Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares!

- Podes?

- Claro! – disse a Alma Amiga alegremente. – Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares.

- Mas porquê? Porque é que farias isso? – perguntou a Pequena Alma. – Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito! Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti! O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? O que é que te levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?

- É simples – disse a Alma Amiga. – Faço-o porque te amo.

A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta.

- Não fiques tão espantada – disse a Alma Amiga – tu fizeste o mesmo por mim. Não te lembras? Ah, nós já dançamos juntas, tu e eu, muitas vezes. Dançamos ao longo das eternidades e através de todas as épocas. Brincamos juntas através de todo o tempo e em muitos sítios. Só que tu não te lembras. Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali, o Agora e o Depois. Fomos o Masculino e o Feminino, o Bom e o Mau – fomos ambas a vítima e o vilão. Encontra-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exata e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos. – E assim, – a Alma Amiga explicou mais um bocadinho – eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a ‘má’ desta vez. Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar-te como Aquela Que Perdoa.

- Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? – perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa.

- Oh, havemos de pensar nalguma coisa – respondeu a Alma Amiga, piscando o olho.

Então a Alma Amiga pareceu ficar séria, disse numa voz mais calma:

- Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes? – Sobre o quê? – perguntou a Pequena Alma.

- Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não muito boa. Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim. E por isso, só te peço um favor em troca.

- Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres! – exclamou a Pequena Alma, e começou a dançar e a cantar: – Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar!

Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta.

- O que é? – perguntou a Pequena Alma. – O que é que eu posso fazer por ti? És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim!

- Claro que esta Alma Amiga é um anjo! – interrompeu Deus, – são todas! Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos.

E então a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.

- O que é que posso fazer por ti? – perguntou novamente a Pequena Alma.

- No momento em que eu te atacar e atingir, – respondeu a Alma Amiga – no momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento…

- Sim? – interrompeu a Pequena Alma

- Sim? A Alma Amiga ficou ainda mais quieta. – Lembra-te de Quem Realmente Sou.

- Oh, não me hei de esquecer! – gritou a Pequena Alma – Prometo! Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.

- Que bom, – disse a Alma Amiga – porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que eu própria me vou esquecer. E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar às duas Quem Somos.

- Não vamos, não! – prometeu outra vez a Pequena Alma. – Eu vou lembrar-me de ti! E vou agradecer-te por esta dádiva – a oportunidade que me dás de me experimentar como Quem Eu Sou.

E assim o acordo foi feito. E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão. E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível. E, em todos os momentos dessa nova vida, sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza – principalmente se trouxesse tristeza – a Pequena Alma pensava no que Deus lhe tinha dito.

- Lembra-te sempre, – Deus aqui tinha sorrido – não te enviei senão anjos!.


Neale Donald Walsch - do livro "Conversa com Deus"

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Benção!!


Esta fase da minha vida está a ser uma benção. Tanta aprendizagem, tanta mudança. Que bom que é sentir, que contra todas as expectativas, as dificuldades, e que poderia trazer ausência de amor, trouxe maior proximidade com o amor, a oportunidade fantástica de através das circunstâncias poder exercer realmente o que é o amor, poder exercer a mais alta energia de amor, que neste momento consigo atingir. É fantástico e surpreendente, que depois da dor, ou depois dos vários momentos em que a dor vêm brote mais amor, maior capacidade de projectar esse amor. Ás vezes penso, será que isto é real? Mas a verdade é que sinto mais amor que nunca, mais energia que nunca, apesar de a mim própria me espantar como é possível sentir isto, nas circunstâncias....mas depois percebo que é o antigo registo a querer prevalecer, mas quem toma contacto com esta energia de amor acho que jamais quer perder. 
Neste processo tenho perdido medo, tenho prescindido das energias antigas, dos padrões antigos, tenho-me centrado em mim o mais possível, para que prevaleça o que realmente sou, e não deixar que seja o exterior a definir-me, parece simples, mas não é nada...mas surge uma tranquilidade, uma paz, maravilhosa. 
As pessoas têm-me ensinado coisas, seja pelas conversas, seja até por exercerem o que são, é incrível que mesmo distantes nos ensinam coisas, e nos ajudam a ser melhores. E a vida, a vida ultimamente tem tratado de me enviar os sinais, para que eu tenha a certeza que o caminho é o certo, têm-me trazido pessoas, memórias e acontecimentos passados, que me ajudam com a situação actual, para que através delas possa transformar-me mais um bocadinho.
Não vou dizer que não têm sido duro, porque tem sido muito, mas agora que acho que acabou essa fase, em que partimos as estruturas que por agora tinham de ser partidas, agora o amor, a energia, a alegria, o bem estar e acima de tudo a tranquilidade, valem cada bocadinho em que desesperei, por não saber o que estava a acontecer. E mesmo agora, continua o CONFIAR, confiar na vida quando tudo está a ruir, e agora que se reconstrói, não querendo a toda a força reconstruir da forma que conhecíamos, mas deixar que a vida nos mostro coisas novas, para que este novo seja melhor do que alguma vez conhecemos.
Vou sentindo, o que acho ser a reconstrução, o que poderá acontecer é certo...e quero muito acreditar que a sensação é correcta, porque isso significaria que estou muito mais em contacto comigo, e a algo superior.


E talvez por tudo isto, já me saíu duas vezes esta mensagem num espaço curto de tempo, com questões muito semelhantes:

Nova Vida

Nova Vida chama por ti agora.
Nova vida, novas pessoas, novos acontecimentos. O passado morreu. Tem de morrer.
Tudo o que valia até aqui deixou de valer - ou se calhar nunca valeu. Todas as hipoteses que se afiguravam viáveis deixaram de o ser.

Vieste aqui para morrer. Para definhar, quebrar e limitar a tua resistência.
Nada tem de ser perfeito. Mas tem de ser novo.
Nova vida, novas oportunidades.
As coisas que dantes tinham valor deixaram de o ter. Qualquer coisa que queiras usar que seja do passado, qualquer pessoa, ocasião, circunstância ou forma de agir, qualquer medo de sentir, tudo isso será agora extremamente penalizado.

Acabou o ciclo.
Acabou o fluxo.
Agora, quero tudo novo.
Deixa a vida apresentar-se e vais ver o maravilhoso e certeiro que é.

Jesus

Livro da Luz - Alexandra Solnado

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Como estás?

Em tempos a resposta à pergunta como estás seria um, hoje estou bem, ou esta semana não estou nada bem, mas sempre um tempo relativamente longo, que me permitisse definir um estado. Ultimamente isso não acontece, essa resposta foi substituída por um, neste momento estou bem, ainda há pouco estive bem mal. E é assim que um dia é abrangido por diversas emoções, mas não como se elas viessem se nexo, não...vêm na sequência umas das outras, e existem momentos verdadeiramente difíceis, que horas depois dão lugar a uma iluminação sem igual. E o que num momento parecia não ter resolução, ou não saber a forma de lidar, no outro vêm com uma certeza de que é por ali, e que esses momentos difíceis fazem parte da construção desse caminho de confiança.
E toda a solução para isso basta simplesmente, ter o foco no sitio certo, que é dentro. A dificuldade toda reside nos momentos em que o ego leva o foco para fora, numa tentativa desesperada de combater a nova forma, de ver, sentir e agir, neste caminho que em nada é seguro, e isso desestrutura tanto que o ego não quer nem por nada perder o controlo, e é aí que surgem os momentos mais difíceis nessa luta. No momento em que conseguimos que o foco se volte de novo para dentro, para o nosso centro, quando olhamos para nós como ferramenta em desenvolvimento para lidar com tudo o que a vida nos traz, no momento em que aceitamos não controlar e confiar, tudo fica estupidamente fácil, e brota uma confiança, uma força, um amor, uma gratidão, uma certeza, uma paz, confinada ao que, tudo o que temos de fazer, transformar e focar está dentro de nós mesmos....pelo menos até vir nova crise, de dúvida, de medo, mas que concerteza será uma benção, porque de seguida a confiança estará mais forte que nunca, confiança que é por aqui o caminho.

domingo, 5 de agosto de 2012

Confia mais...


O confia foi mais uma vez elevado a um patamar superior. Achava eu que por agora tudo o que poderia causar essa força de confiar já tinha acontecido, depois de sentir que tudo na minha vida foi levada a um zero. Hoje já consigo ver que ao ser levada a este zero, me centrei mais em mim, ganhei estrutura, confiança no que posso fazer na minha vida, "força" e ao mesmo tempo uma fragilidade de chorar todos dias, por coisas mínimas.

Mas este confiar proposto foi elevado, a proposta, o desafio, sei lá, agora é muito grande. E tenho muito medo de não conseguir, de apesar de fazer tudo para confirmar que essa é a proposta, e não uma estratégia do ego para fugir à dor, apesar disso não o conseguir. A proposta foi elevada, porque o que era "apenas", ou pelo menos aparentemente, um confiar em algo fora, agora a questão é se consigo confiar em algo tão intrínseco, que ás tantas faz parte de mim.
Pedi tanto hoje, para desistir, aceitar, a achar que é isso que tenho de fazer, entreguei, abri o peito, fragilizei o mais que pude, pedi, e pedi a verdade...
E surgiu a questão, o que é mais difícil para mim, confiar ou desistir? A resposta para mim era óbvia, o mais difícil é desistir, e a resposta que veio, foi...se é o mais difícil porque é que pedes tanto?! Realmente, temos tendência a evitar o que nos causa mais dor, e nesse momento eu só queria deixar de confiar, porque no fundo é o que está a acontecer, mas é tão difícil manter isso acima de tudo, causa tanta dúvida, tanta dor. Mas ao mesmo tempo momentos de tanta calma, tranquilidade, como se tudo estivesse no sitio certo e eu soubesse porquê.
Tudo isto é muito doido, e hoje li uma num livro uma frase que definiu, tão bem o que também sinto, "...sentámo-nos e rezámos juntos, com medo de ter esperança e com medo de não ter." - Todd Burpo in O Céu existe Mesmo

E é isso que sinto que confiar implica neste momento, implica dentro de mim dois lados, um medo terrível que confiar seja uma pura ilusão para fugir à dor, mas que não confiar significa mais uma vez, que não o consigo fazer, que não consigo entregar, porque o que virá será o melhor para mim.

Ainda por cima, tenho de aprender, como isso se faz realmente, e à uns tempos bem que recebi esta mensagem...

Não sei se tu vais estar preprada para viver o que aí vem. Podes não acreditar, mas para vocês o bom é mesmo mais dificil de ser vivido. 

E realmente confiar dá uma tranquilidade tão grande uma calma, como se bastasse só observar os acontecimentos, que fica assustador acreditar e viver isso.
E consequentemente desactivar o mental, que é o que causa todas estas questões, todas estas sensações de medo, das quais ás vezes parece ser difícil sair.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Voltar a ti!!

"Fizeste o que devia ser feito. Apesar de tudo, das dificuldades, dos obstáculos e da tua própria resistência, fizeste o que devia ser feito. Apesar da tristeza. Sobretudo, apesar da tristeza. Fizeste o que tinhas de fazer para voltar à tua frequência original, para voltar ao teu elemento, para voltar a ti." (...)

Não podiam haver palavras melhores, mais tranquilizadoras, de que apesar de tudo o caminho é o certo. E este caminho que me levou novamente para dentro, mais profundamente, está a ensinar-me tantas coisas novas, está a ensinar-me a quantidade de sentimentos que tenho dentro, e a respeitá-los, a aceitá-los, dando uma sensação de amor e liberdade fantástica.
Sentir realmente que entrei noutro patamar, não que seja mais alto, mas porque comecei a sentir coisas que nunca tinha sentido antes, a permitir emoções de uma forma que nunca tinha sentido antes, e com um objectivo de aprender e viver o polo oposto do que vivi até agora.
Independentemente do conjunto de sensações que tenho, que não percebo, de intuições que não sei se realmente são verdadeiras, quero viver o que senti que era o proposto agora, nutrir a minha energia. E sem nenhum esforço isso começou a acontecer, de forma tão natural e tão saborosa, apenas por permitir que os sentimentos vão e venham, sem me apegar a eles, sem me transformar neles.
Contigo fiz um acordo, que vou respeitar e aceitar, e confiar nas intuições, mas vou distanciar-me delas, entregando-te tudo o que consigo, focando-me apenas neste nutrir, que sendo a minha proposta me vai levar exactamente onde tenho de ir.
Confio. Entrego. Mais que até agora, provavelmente ainda não é totalmente, mas é mais do que até agora consegui fazer. Quero ficar a zeros, sentir-te, ouvir-te, e seguir o caminho que indicas que devo fazer.

"E daqui a um tempo, quando aprenderes a respeitar essa tua dimensão interior, quando aprenderes a voltar vais poder começar a ir.
Para já, fica. Fica em ti. Escolhe-te a ti em detrimento de tudo o resto.
Fica. Fica." (...)

Livro da Luz - Alexandra Solnado